Energia solar avança no Estado de São Paulo

Um dos destaques do último relatório “Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo” da Fundação Seade sobre os anúncios de investimentos de 2016 foi a aplicação de recursos financeiros em empreendimentos relacionados à energia solar, especialmente à geração fotovoltaica distribuída, no Estado. Inversões desse tipo também constam em anúncios captados no início de 2017.
Entre os projetos apontados pela pesquisa está a implantação, pela CPFL Energia, de sistemas solares fotovoltaicos no município de Campinas, envolvendo 200 unidades residenciais, o data center da Algar Tech e o hospital do Centro Infantil Boldrini. A empresa anunciou, ainda, a instalação de usina fotovoltaica no campus universitário da Fundação Paulista de Tecnologia e Educação, em Lins. Já a Enel instalou a maior usina em telhado do Brasil, com duas mil placas solares, em Osasco, na nova sede do Mercado Livre, um dos líderes em comércio eletrônico na América Latina.
Outros investimentos destinaram-se às indústrias do setor, como a construção de fábricas de painéis solares em Campinas, pela BYD, Schutten We Brazil e DYA Solar; em Valinhos, pela Globo Brasil; e em Sorocaba, pela Flextronics, em parceria com Canadian Solar. Acrescente-se a unidade de produção de inversores em Sorocaba, pela ABB, e a de reatores elétricos em Itu, pela Trafotek.
A geração distribuída (GD) vem se consolidando no mundo como forma inteligente de produzir eletricidade. Essa expressão é usada para designar a geração elétrica realizada junto ou próxima do(s) consumidor(es), independentemente da potência, tecnologia e fonte de energia. Esse tipo de produção diminui os custos da energia para o onsumidor, proporciona maior segurança no fornecimento, evita perdas em linhas de transmissão, não causa impactos ambientais e ainda contribui para a redução de emissão de gases com efeito estufa e a diversificação da matriz energética.
Os dados do mercado de GD, divulgados no site da Aneel, mostram que, entre janeiro de 2012 e junho de 2017, foram registradas no país 12.237 unidades de GD, que somam potência instalada de 139,1 MW. A quase totalidade dessas geradoras de pequeno porte (12.115) é do tipo solar fotovoltaica (UFV), 54 são termelétricas (UTE), 52 eólicas (EOL) e 16 centrais geradoras hidrelétricas (CGH).
Cerca de 42% das unidades fotovoltaicas (UFVs) dividem-se entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. Os 58% restantes (7.015) distribuem-se em outras 23 UFs. Desde dezembro de 2015, o maior avanço nas conexões fotovoltaicas ocorreu no Estado de São Paulo, com um crescimento superior a12 vezes, passando de 200 para 2.496 unidades. Embora o Estado ainda ocupe a segunda colocação no período total analisado, o número de ligações registradas somente no primeiro semestre de 2017 (1.105) ultrapassou o do líder mineiro (988).
Entre os municípios paulistas, Campinas apresentou o maior número de conexões, com 16,7% do total do Estado (417), vindo, a seguir, São Paulo (195), São José do Rio Preto (86), Ribeirão Preto (62), Moji-Mirim (55), Bauru (50), Indaiatuba (49), Sorocaba (46) e Valinhos (40). Também constam UFVs em mais 263 cidades. Cabe ressaltar que Lins foi a 48ª colocada em número de unidades consumidoras, mas a terceira em potência instalada, situando-se abaixo apenas de Campinas e São Paulo, graças à usina do campus da FPTE (459 kW), um dos já citados destaques da Piesp 2016.
Pouco menos da metade das UFVs do Estado de São Paulo (46,4%, ou 1.158 ligações) está conectada à rede da distribuidora CPFL Paulista. Outras três concessionárias, juntas, respondem por 39,2% do total: Elektro (436), AES Eletropaulo (286) e CPFL Piratininga (257). A maioria absoluta dos empreendimentos (99,6%) enquadra-se na categoria de microgeração, com potência igual ou inferior a 75 kW, predominando a faixa entre 1 e 3 kW (49,6%). A principal classe de consumo é a residencial, que, na comparação dos períodos 2012-2015 e 2016-2017 (até junho), teve alta superior a 11 vezes, seja na quantidade de UFVs (de 169 para 1.987 ligações), seja na potência instalada (de 643,8 para 7.678,3 kW). Quanto às modalidades de uso, mais de 93% das conexões (2.328) geram energia na própria unidade de consumo; as demais ainda têm pouca representatividade (167 unidades de autoconsumo remoto e apenas uma de geração compartilhada).
As perspectivas para a GD solar são positivas. Em dezembro de 2016, o governo paulista, em parceria com as concessionárias de distribuição elétrica, iniciou projeto-piloto de instalação de placas solares e inversores em 26 casas construídas pela CDHU nos municípios de Pontes Gestal, Elisiário e Itatinga. Os resultados desse projeto servirão de base para instalar sistemas semelhantes em outras 51 mil moradias construídas entre 2011 e 2016. Embora ainda seja incipiente, a geração de energia solar também tem forte potencial de expansão em galpões, armazéns, estabelecimentos industriais, comerciais e na agricultura.
Novas oportunidades de negócios, emprego e renda tendem a se multiplicar nos vários segmentos que integram a cadeia produtiva fotovoltaica. No Estado de São Paulo, já operam fábricas de painéis solares, inversores e outros componentes do kit de geração solar, como estruturas de suporte das placas fotovoltaicas, cabos, trackers (rastreadores que acompanham o movimento do sol) e medidores bidirecionais de carga elétrica. Também ganham relevância os fornecedores de serviços vinculados a essa área, como a elaboração de projetos de engenharia e arquitetura, montagem e manutenção dos equipamentos, capacitação técnica de instaladores, consultoria econômico-financeira, logística e canais de venda. Empresas de diferentes portes, inclusive redes de franquias e startups, visam inserção nesse mercado. Grandes operadoras do setor elétrico estão criando divisões específicas para oferecer soluções completas aos consumidores que pretendem produzir sua própria energia.
A redução gradativa dos custos da GD fotovoltaica deve ampliar a demanda, sendo que diversas instituições financeiras, públicas e privadas, buscam oferecer linhas de crédito cada vez mais atraentes aos interessados.
Fonte: Fundação Seade – www.seade.gov.br

Energia solar também pode ser gerada em dias nublados

O Brasil é um dos países com maior incidência solar, o que ajuda na produção de energia fotovoltaica.

Mas isso não significa que em dias nublados não aconteça este processo. Os equipamentos modernos possibilitam a geração de energia mesmo em dias nublados. Na Alemanha, líder mundial em consumo de energia solar, o inverno é muito mais intenso e a incidência de raios solares é bem menor que no Brasil.

Os painéis fotovoltaicos formam uma rede ligada ao inversor solar e recebem a energia liberada pelo sol – radiação solar –, convertendo a energia solar captada em energia elétrica. As beiras das nuvens podem funcionar como um espelho, refletindo a luz e aumentando o ângulo de incidência, chegando a uma superfície maior do painel.
O frio também pode aumentar a eficiência dos painéis, pela redução de resistência. Logo, morar em uma região onde o tempo é predominantemente frio e nublado não é impedimento para se investir em painéis fotovoltaicos.
Na última década, houve redução de 70% no valor de aquisição da energia solar. Este número gera, ainda, outro dado positivo: o tempo de retorno do investimento reduziu também em 70%. Se antes esta espera era de 25 anos, agora, ela dura, em média, oito.
“São muitas as vantagens financeiras e ambientais ao se optar pela geração de energia solar. Vivemos em um país com abundância de recursos naturais e que necessitam ser mais bem aproveitados”, afirma Gilberto Vieira Filho, presidente da Quantum Engenharia, empresa especialista em instalações fotovoltaicas.
A energia renovável é capaz de gerar cidades mais sustentáveis, com perspectivas de melhoras em mobilidade e até mesmo na qualidade do ar, já que o sistema reduz a emissão de gases de efeito estufa. Se o consumo da unidade for menor do que a energia gerada, pode ser entregue à companhia de luz e utilizada posteriormente em forma de crédito na conta de luz. A economia pode ser de até 95% nas contas de energia elétrica.

Fonte: http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=41075

Lançado centro de referência em pesquisa para Energia Solar em Petrolina

Ato foi realizado na cidade do Sertão. O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB), participou

Lançamento do Cresp ocorreu nesta quarta-feira (21), em Petrolina

A cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano, vai ganhar um centro de referência em energia solar. O lançamento do projeto do Cresp (Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina) ocorreu nesta quarta-feira (21) com a participação do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho (PSB). O ato foi realizado no auditório do Sest/Senat do municí­pio e contou com as presenças do presidente da Chesf, Sinval Gama, do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), do prefeito Miguel Coelho (PSB) e do deputado federal João Fernando Coutinho (PSB).

Além do centro de referência, serão instaladas placas fotovoltaicas na região para pesquisa e captação de energia solar. O investimento total, que estão¡ sendo realizado pela Chesf, é de R$ 210 milhões.”Temos no Semiárido brasileiro um enorme potencial para a exploração de energia solar e eólica e é fundamental que possamos desenvolver esta capacidade, para gerar riqueza e oportunidades para o Nordeste e uma energia mais limpa e segura para o Brasil, afirmou o ministro.

O projeto vinha sendo debatido pela estatal desde 2012. “Nos próximos anos Petrolina se tornará¡ destino internacional para pesquisas de mestrado e doutorado, isso é muito importante porque qualifica nossas universidades”, destacou.

A primeira etapa do projeto é a construção de uma planta fotovoltaica para geração de energia elétrica com 3MW, sendo uma de 2,5MW, denominada de Planta Básica, e outra de 0,5MW, chamada de Tecnológica, onde serão realizadas pesquisas. Os estudos da Chesf demonstram que Petrolina é uma das cidades com maior potencial para aproveitamento da energia solar no Paí­s. “Estamos iniciando projeto para construir uma usina fotovoltaica centralizada de alto rendimento”, afirmou Sinval Gama.

A segunda planta terá tecnologia heliotérmica de calha parabólica e a terceira, será com tecnologia heliotérmica de torre central. Além disto, será concluída a planta Fotovoltaica Flutuante, no Lago de Sobradinho, que teve a construção iniciada em 2016.

Fonte: Blog da Folha (folhape.com.br)

Tipos de Energia Solar: Fotovoltaica e Fototérmica são iguais?

Apesar de ter deixado se ser a energia do futuro e estar se tornando a energia do presente, ainda existem muitos paradigmas e preconceitos em torno da energia solar fotovoltaica. Algumas das primeiras dúvidas relacionadas aos tipos de energia solar são:

Quais são os tipos de energia solar? Qual a diferença entre energia solar fotovoltaica e aquecimento solar?

A promessa desse artigo é esclarecer de uma vez por todas as diferenças entre os módulos de energia solar fotovoltaica e os coletores solares, para que você não cometa esse erro que muitos cometem.

Para facilitar sua vida, fizemos aqui um resumo das principais diferenças entre os dois tipos de energia solar:

Tipos de Energia Solar: Diferença entre Energia Solar Térmica e Fotovoltaica

Energia Solar Térmica 

Tipos de Energia Solar: Aquecedor Solar

Aquecedor Solar com reservatório

Em um sistema de energia solar térmica residencial, chamado no Brasil de Sistema de Aquecimento Solar, as placas solaras são do tipo Coletor Solar Térmico, que têm a função de captar a energia térmica da radiação solar e transferi-la para a água, aquecendo-a.

Essa água será guardada em um reservatório térmico, que manterá a sua temperatura até o momento da utilização.

O tamanho do reservatório e a área de coletores solares térmicos (placas solares de aquecimento) necessários para o sistema de aquecimento solar variam de acordo à quantidade de água quente utilizada na residência.

Isso é simples de ser calculado após uma entrevista com os moradores, onde o perfil de consumo será estudado, de acordo aos hábitos de banho, lavagem de utensílios, roupas, etc.

Energia Solar Fotovoltaica

Tipos de Energia Solar: Fotovoltaica
Sistema Fotovoltaica instalado pelo parceiro integrador da Blue Sol, Ricardo Rohsig.

Em um sistema residencial de gerador solar fotovoltaico as placas solares são do tipo módulo fotovoltaico, constituído de células solares fotovoltaicas que transformam a radiação solar em energia elétrica de corrente contínua.

Para o funcionamento de um sistema solar fotovoltaico on-grid (conectado à rede) é necessário a utilização de um inversor  grid-tie (inversor interativo à rede), que transformam a energia gerada em corrente contínuas pelas placas solares fotovoltaicas em energia elétrica de corrente alternada.

O inversor grid-tie é então ligado ao quadro geral da residência, onde ele se encarrega de misturar a energia solar (já em corrente alternada) com a energia da rede pública, permitindo utiliza-la em qualquer aparelho ou equipamento elétrico.

Tipo de instalação: Hidráulica x Elétrica

Energia Solar Térmica: Hidráulica

Um Sistema de Aquecimento Solar é, basicamente, uma instalação hidráulica caracterizado pela passagem de água aquecida em tubulações especiais (resistentes ao calor), revestimentos e sistemas de mistura de água quente e fria.

Se a residência não foi construída para receber um Sistema de Aquecimento Solar, serão necessárias obras para a instalação das tubulações e dos misturadores de água. Isso significa, na maioria das vezes, a tão temida “quebradeira” de paredes, teto e piso.

Os coletores solares térmicos (placas solares de aquecimento) são mais pesados, pois trabalham com água em seu interior. O reservatório térmico necessita de grande espaço para sua instalação, e existem modelos que podem ficar externos – acima do telhado da casa – o que costuma não ter um bom aspecto visual.

Alguns modelos de reservatório térmico possuem sistema de aquecimento auxiliar interno, portanto necessitam de ligação elétrica para que esse ‘auxiliar’ funcione.

Energia Solar Fotovoltaica: Elétrica

A instalação de um sistema solar fotovoltaico é somente elétrica (e mecânica, com a fixação das placas solares e do inversor grid-tie). É possível instalar tudo sem “rasgar paredes” para a passagem dos cabos de interligação entre placas solares ao inversor grid-tie, e do inversor e a rede.

Tipos de Energia Solar: Inversor Grid Tie

Energia Fotovoltaica: Inversor Grid-Tie

No sistema solar fotovoltaico residencial interligado à rede (sistema fotovoltaico on-grid) não é necessária a utilização de baterias, e a própria rede é utilizada como bateria, dando estabilidade à utilização de energia na residência.

O fato de não precisar comprar baterias possibilita uma economia muito grande e os custos de manutenção são baixíssimos, porque não é necessário trocar baterias regularmente. Essas são apenas algumas das inúmeras vantagens dos sistemas fotovoltaicos.

Painel Solar Fotovoltaico Vs Placa de Aquecimento de Água – A Diferença entre a Energia Solar Fotovoltaica e a Térmica

Em linhas gerais, esses são os principais aspectos para que você entenda de uma vez por todas as diferenças entre os diferentes tipos de energia solar, a energia fototérmica e a fotovoltaica.

Com isso, você será capaz de evitar o erro que [muitos] cometem, que é achar que a energia fotovoltaica é igual à fototérmica, ou então, que a placa fotovoltaica é igual à placa fototérmica.

Font: http://blog.bluesol.com.br/tipos-de-energia-solar-fotovoltaica-e-fototermica/

Tesla vai carregar os seus carros com energia solar

A Tesla finalmente vai colocar em prática um dos seus objetivos iniciais, que é de obter energia para os seus carros com formas exclusivamente ecológicas de captação de energia. E para isso vai tirar as suas estações de carga rápida da rede de eletricidade e usar exclusivamente painéis solares.

 Atualmente, apenas cerca de uma dúzia das 800 estações de carregamento rápido da Tesla nos Estados Unidos usam energia solar. Mas este número vai crescer consideravelmente, já que a marca pretende colocar painéis solares e baterias de alta capacidade nas suas estações em zonas mais quentes e com maior número de horas de sol por dia.

Embora as regiões mais nebulosas e mais frias continuem a estar ligadas à rede elétrica, Elon Musk anunciou que, no futuro, todas as estações de recarga rápida vão estar fora da rede, seja qual for a sua localização. Esta é uma questão de reforço da imagem ecológica, já que, mesmo em zonas com centrais termoelétricas, os carros elétricos já têm uma pegada ecológica inferior à de qualquer veículo com motor de combustão que circule hoje em dia.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

A empregabilidade das energias limpas no mundo e no Brasil

Da Agência Ambiente Energia – A promessa propagada pelo presidente Donald Trump é a de multiplicar os empregos na área de energia, revivendo as indústrias de carbono e combustíveis fósseis. Nesse cenário ele parece não considerar o crescente papel das energias renováveis na economia americana.
Em um quadro de 1.9 milhões empregos criados na área de energia em 2016, a distribuição é a seguinte:
Na parte de combustíveis fósseis, óleo & gás, lideram com mais de 900 mil empregos, enquanto que na área de carvão existe apenas 160 mil.
Já na parte de energias renováveis o quadro é:
  • – Energia Solar liderando com 373 mil empregos.
  • – Seguido de Bioenergia com 130 mil.
  • – Eólica com 101 mil
  • – E as demais nuclear e hidrelétrica com, 76 e 65 mil, respectivamente.
Os números foram extraídos do Relatório do Departamento de Energia publicado em Janeiro ainda na administração Obama.
Desses 373 mil trabalhadores da área de energia solar, 70% aproximadamente passaram a maior parte do tempo em projetos de energia solar. A maioria dos empregos nessa área foram em instalação, construção e fabricação, já que sendo uma indústria relativamente nova continuou a aumentar a capacidade.
Já a indústria do carvão, que vem diminuindo a oferta de empregos desde 2012, por conta da competição com o gás natural mais barato, empregaram apenas 160 mil trabalhadores e cerca de 54 mil empregos eram em mineradoras.
É importante notar que a criação de energia não é a única fonte de emprego na área. O relatório do Departamento de Energia encontrou mais 2.3 milhões de postos de trabalho em transmissão, armazenamento e distribuição de energia, um número que inclui os trabalhadores da rede elétrica e do gasoduto e mais de 900 mil varejistas, como os empregados das estações de serviço e os revendedores de combustíveis. Se os colaboradores de energia não tradicionais foram incluídos nesse quadro – os envolvidos na fabricação e instalação de produtos eficientes em termos de energia – o número total de empregos relacionados à energia aumenta para 6.4 milhões.
É claro que os empregos em energia não são igualmente distribuídos nos Estados Unidos e em alguns estados, como Wyoming e West Virgínia, a indústria do carvão continua a empregar uma grande quantidade de trabalhadores.
Mas pelo quadro não se deve desconsiderar os resultados alcançados pelas energias renováveis, principalmente a solar.
No Brasil, por conta da economia alguns números estagnaram ou caíram, segundo o relatório Renewable Energy and Jobs. Esse relatório aponta que a maioria dos empregos na área de energia renovável no Brasil encontra-se em bioenergia. Nessa área, o total de empregos, caiu em 5%, seguido por uma queda na área de etanol e por um pequeno ganho em empregos de biodiesel. Mesmo com o crescimento da produção de etanol, os empregos na área caíram em 10%, em função da mecanização do setor.
A área de energia eólica que em 2016 apontava um crescimento das ofertas de emprego, desta vez, por conta da morosidade em novas instalações, também apresenta um declínio nas oportunidade de trabalho. O número total de trabalhadores na construção e instalação caiu, assim como na fabricação, somente na área de O&M foi identificado um ligeiro crescimento.
Por fim, os números no setor de energia solar. Novas instalações no mercado brasileiro de aquecimento solar diminuíram 7% em 2016 devido aos atrasos na implementação da próxima fase do programa de habitação social Minha Casa Minha Vida, bem como por conta de deterioração econômica do país.
O emprego total em 2016 foi estimado em 43 mil vagas, sendo 30 mil na fabricação e o restante em instalação.
Veja mais sobre o relatório aqui.

A promessa propagada pelo presidente Donald Trump é a de multiplicar os empregos na área de energia, revivendo as indústrias de carbono e combustíveis fósseis. Nesse cenário ele parece não considerar o crescente papel das energias renováveis na economia americana.

Em um quadro de 1.9 milhões empregos criados na área de energia em 2016, a distribuição é a seguinte:
Na parte de combustíveis fósseis, óleo & gás, lideram com mais de 900 mil empregos, enquanto que na área de carvão existe apenas 160 mil.
Já na parte de energias renováveis o quadro é:
  • Energia Solar liderando com 373 mil empregos.
  • Seguido de Bioenergia com 130 mil.
  • Eólica com 101 mil
  • E as demais nuclear e hidrelétrica com, 76 e 65 mil, respectivamente.
Os números foram extraídos do Relatório do Departamento de Energia publicado em Janeiro ainda na administração Obama.
Desses 373 mil trabalhadores da área de energia solar, 70% aproximadamente passaram a maior parte do tempo em projetos de energia solar. A maioria dos empregos nessa área foram em instalação, construção e fabricação, já que sendo uma indústria relativamente nova continuou a aumentar a capacidade.
Já a indústria do carvão, que vem diminuindo a oferta de empregos desde 2012, por conta da competição com o gás natural mais barato, empregaram apenas 160 mil trabalhadores e cerca de 54 mil empregos eram em mineradoras.
É importante notar que a criação de energia não é a única fonte de emprego na área. O relatório do Departamento de Energia encontrou mais 2.3 milhões de postos de trabalho em transmissão, armazenamento e distribuição de energia, um número que inclui os trabalhadores da rede elétrica e do gasoduto e mais de 900 mil varejistas, como os empregados das estações de serviço e os revendedores de combustíveis. Se os colaboradores de energia não tradicionais foram incluídos nesse quadro – os envolvidos na fabricação e instalação de produtos eficientes em termos de energia – o número total de empregos relacionados à energia aumenta para 6.4 milhões.
É claro que os empregos em energia não são igualmente distribuídos nos Estados Unidos e em alguns estados, como Wyoming e West Virgínia, a indústria do carvão continua a empregar uma grande quantidade de trabalhadores.
Mas pelo quadro não se deve desconsiderar os resultados alcançados pelas energias renováveis, principalmente a solar.
No Brasil, por conta da economia alguns números estagnaram ou caíram, segundo o relatório Renewable Energy and Jobs. Esse relatório aponta que a maioria dos empregos na área de energia renovável no Brasil encontra-se em bioenergia. Nessa área, o total de empregos, caiu em 5%, seguido por uma queda na área de etanol e por um pequeno ganho em empregos de biodiesel. Mesmo com o crescimento da produção de etanol, os empregos na área caíram em 10%, em função da mecanização do setor.
A área de energia eólica que em 2016 apontava um crescimento das ofertas de emprego, desta vez, por conta da morosidade em novas instalações, também apresenta um declínio nas oportunidade de trabalho. O número total de trabalhadores na construção e instalação caiu, assim como na fabricação, somente na área de O&M foi identificado um ligeiro crescimento.
Por fim, os números no setor de energia solar. Novas instalações no mercado brasileiro de aquecimento solar diminuíram 7% em 2016 devido aos atrasos na implementação da próxima fase do programa de habitação social Minha Casa Minha Vida, bem como por conta de deterioração econômica do país.
O emprego total em 2016 foi estimado em 43 mil vagas, sendo 30 mil na fabricação e o restante em instalação.
Veja mais sobre o relatório aqui.

Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede (On Grid): O Guia 100% Completo

A Origem do Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede

Antes de focarmos especificamente no sistema fotovoltaico conectado à rede, vamos entender melhor a origem dos sistemas solares fotovoltaicos.

Os sistemas fotovoltaicos “nasceram” com o objetivo de levar energia elétrica a locais de difícil acesso (se comparado com as tecnologias convencionais), em especial a rede elétrica.

Por isso, os primeiros sistemas fotovoltaicos eram do tipo isolado da rede elétrica, ou seja, a energia gerada pelas placas solares alimentava diretamente um banco de baterias, as quais, por sua vez, alimentam os aparelhos consumidores de energia elétrica.

No início dos anos 90, foi observado o uso de inversores (aparelhos que convertem a corrente contínua para corrente alternada) ligando diretamente as placas solares (painéis solares) à rede pública de energia elétrica.

Nasceu, então, o conceito de sistema fotovoltaico conectado à rede (elétrica), que também deu origem ao conceito de sistema fotovoltaico isolado da rede.

Os primeiros sistemas fotovoltaicos conectados à rede foram instalados na Alemanha, no começo dos anos 90. Já naquela época havia diversos requisitos de segurança para a operação das pequenas usinas movidas a energia solar, e que compartilhariam a rede de distribuição de eletricidade sob os cuidados das concessionárias locais.

Dentre os muitos requisitos, pedia-se que os inversores fossem capazes de realizar o chamado “sincronismo”, ou seja, gerar eletronicamente a corrente alternada de forma similar a um gerador eletromagnético comum.

Outro requisito é que eles tivessem a capacidade de se desligar e religar automaticamente, caso fosse necessário fazer manutenções nas linhas elétricas (como nos cabos de força das redes, por exemplo).

Com o tempo os requisitos de segurança foram estendidos, e surgiram também requisitos de qualidade de energia. E assim chegamos aos inversores interativos conectados à rede da modernidade, que são equipamentos de certa forma inteligentes, capazes de gerenciar automaticamente o sistema fotovoltaico, do qual são o componente principal.

Com a possibilidade de se injetar diretamente a energia elétrica gerada pelos módulos fotovoltaicos (painel solar) na rede elétrica, pôde-se abrir mão do armazenamento de energia – que é feito através das baterias em um sistema fotovoltaico off-grid (isolado da rede).

As principais desvantagens desse armazenamento de energia por meio de baterias se dá tanto pela sua durabilidade, quase sempre inferior a 7 anos, quanto pelo custo inicial de instalação, pois quanto maior é a potência do sistema fotovoltaico, mais baterias são necessárias.

O que é e Como Funciona um Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede?

Sistema Fotovoltaico On Grid
Em um sistema fotovoltaico, tanto On como Off Grid, a energia é gerada pelo painel solar (o conjunto de placas solares), como o da imagem acima.

Um sistema fotovoltaico conectado à rede é o nome técnico brasileiro do que é conhecido internacionalmente como on-grid photovoltaic system, e que carinhosamente chamamos de sistema fotovotlaico on-grid, ou simplesmente sistema on-grid.

Um sistema solar conectado à rede é composto, basicamente, pelos módulos fotovoltaicos (comumente chamados de placas solares) e pelo(s) inversor(es) interativo(s), que é conhecido internacionalmente como grid-tied interactive inverter.

No Brasil é comum ouvir falar o termo “inversor grid-tied” ou então “grid-tie” – o que particularmente acho ser um nome horroroso.

Além dos componentes principais (painel solar e inversor) existem os componentes de integração do sistema (chamados internacionalmente de Balance of System – BOS), que são as estruturas de fixação dos módulos fotovoltaicos e os componentes elétricos de proteção.

A maioria das empresas que atuam no mercado de energia solar no brasil (que está cada vez maior) trabalham no regime de entrega completa da solução (chamado de regime chave-na-mão), em que tudo é providenciado e entregue funcionando para o cliente final. A Blue Sol Energia Solar, inclusive, trabalha nesse regime.

Todas as análises preliminares, desde a avaliação do perfil de consumo de energia elétrica (que pode ser feito através da conta de luz) até o registro do sistema fotovoltaico conectado à rede junto à distribuidora, são feitos de forma transparente ao proprietário do imóvel que receberá o sistema on-grid.

A partir do momento em que o sistema on-grid entra em funcionamento, o imóvel tem benefício imediato.

Como Funciona a Geração de Energia em um Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede?

sistema fotovoltaico conectado à rede
Representação do fluxo de energia em um sistema fotovoltaico On-Grid.

O inversor interativo – ou inversor grid-tied – recebe a energia gerada pelas placas solares, em corrente contínua (CC), e a transforma em energia elétrica de corrente alternada (CA), com forma de onda igual à energia elétrica fornecida pela distribuidora local.

O inversor fotovoltaico interativo também age como um misturador de energia, que mistura a energia solar à energia elétrica convencional, permitindo a utilização de qualquer equipamento consumidor de energia elétrica que esteja ligado à rede (secador de cabelo, ar condicionado e geladeira, por exemplo).

Um sistema on-grid trabalha em paralelo com a rede pública de distribuição de energia elétrica, ou seja, opera da mesma forma que uma usina elétrica convencional.

A diferença está na sua pequena potência, se comparada com uma grande usina hidrelétrica, e também no local de instalação, que geralmente fica no telhado ou cobertura do imóvel, quando é localizado em zona urbana.

Após a instalação e funcionamento, toda a energia gerada pelos painéis fotovoltaicos (placas solares) é transformada pelo inversor grid-tied e injetada no quadro geral da unidade consumidora (sua casa, por exemplo). Sendo assim, essa energia alimentará a rede como um todo.

Os aparelhos ligados à rede elétrica se alimentarão dessa energia e, caso a potência gerada no momento seja superior à potência dos aparelhos que estejam ligados ao mesmo tempo, uma parte da energia (ou o  excedente da energia) será exportada para a rede, passando pelo medidor de energia da distribuidora (o relógio de luz), que computará essa energia como energia elétrica injetada.

O medidor deve ter essa capacidade de mensurar a energia elétrica fluindo nos dois sentidos (entrada e saída) e por isso deve ser do tipo bidirecional.

A distribuidora instala, gratuitamente, esse medidor, por definição da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), logo após a inspeção e aprovação (também gratuitas) do sistema fotovoltaico conectado à rede (on-grid).

A partir daí a conta de luz chega para você com dois valores: energia consumida e energia injetada.

O valor da energia injetada é utilizado como crédito energético, e serve para abater do valor da energia consumida. O máximo que pode ser abatido é 100% do valor da energia consumida.

Ou seja, você pode gerar créditos para zerar o consumo de energia vinda da distribuidora.

Infelizmente, no entanto, o valor monetário da conta de luz não chega a zero, porque a distribuidora cobra uma taxa mínima: o chamado Custo de Disponibilidade.

Caso seja gerada quantidade de crédito energético maior que o valor da energia consumida, esses créditos podem ser utilizados em outras unidades consumidoras que estejam registradas para a mesma pessoa (física ou jurídica) que possui o sistema on-grid.

Outra alternativa é o fato do crédito energético poder ser armazenado para ser utilizado no futuro, quando a geração solar for menor, e a quantidade de crédito gerado for inferior à quantidade de energia consumida.

Essa é uma opção bem interessante, considerando que nos períodos em que a insolação é menor (ex: períodos chuvosos, nublados, inverno) a geração solar é bem baixa.

Por outro lado, nos períodos de maior insolação (ex: dias muito ensolarados, no verão) a geração costuma ser bem alta. Assim uma coisa equilibra a outra.

A Principal Desvantagem dos Sistemas Fotovoltaicos Conectado à Rede

A principal vantagem de um sistema fotovoltaico conectado à rede, em relação a um sistema fotovoltaico isolado (off-grid) é a não utilização de baterias. Essa porém, também é sua principal desvantagem. Aqui no Blog da Blue Sol nós já preparamos um Quiz que te ajuda a checar qual é a melhor opção de sistema para você: On Grid ou Off Grid.

Como não há armazenamento de energia, e devido à forma como os inversores devem se comportar no caso de falta de energia na rede, em caso de apagão, por exemplo, a unidade consumidora (o imóvel) que possui um gerador solar fotovoltaico on-grid ficará sem energia.

Ou seja, mesmo se você possuir um sistema fotovoltaico instalado em sua casa/comércio, em caso de falta de energia da rede elétrica, você ficará sem energia.

Para evitar acidentes com os técnicos das distribuidoras no caso de manutenções nas linhas, quando ocorre queda de tensão (energia) os inversores devem se desligar automaticamente, e só devem voltar a operar quando a rede estiver plenamente restabelecida.

energia-solar-no-brasil-inversor
Imagem de inversores Interativos conectados à rede (Inversor Grid-Tied)

Nem tudo está perdido: Sistemas Fotovoltaicos Híbridos

Mas nem tudo está perdido, pois existem tecnologias (e produtos) para a instalação de um sistema fotovoltaico híbrido, que une o melhor dos dois mundos: gera créditos energéticos para abatimento do consumo de energia (promovendo a redução dos valores da conta de luz) e também oferece segurança contra apagões, porque integram um banco de baterias e conseguem alimentar diretamente os aparelhos consumidores de energia elétrica.

Os inversores híbridos são, ao mesmo tempo, on-grid (inversores grid-tied) e off-grid (inversores autônomos). O funcionamento é alterado automaticamente quando ocorre a queda de energia.

Como nem tudo são flores, temos duas dificuldades, ambas relacionadas ao custo deste tipo de sistema fotovoltaico.

Primeira Dificuldade

É preciso “separar” os equipamentos elétricos que precisam ser sempre alimentados, mesmo em caso de apagão.

Esses equipamentos são chamados de cargas críticas, como iluminação, telecomunicação (computador, celular, etc.), segurança (câmeras, cerca-elétrica, portão-eletrônico, etc.), e eletrodomésticos essenciais como a geladeira, por exemplo.

É claro que é possível manter alimentada eletricamente a casa toda, mas o custo do sistema on-grid híbrido vai às alturas.

“Separar” significa alterar a instalação elétrica do imóvel, geralmente construindo um quadro elétrico auxiliar, onde serão ligados os circuitos (tomadas, interruptores, etc.) que alimentarão as cargas críticas.

Segunda Dificuldade

A segunda dificuldade dos Sistemas Híbridos é em relação as baterias, que ainda não caíram tanto de preço, e também em relação as placas solares e os inversores grid-tie (inversores interativos).

Já é possível encontrar no mercado (e está quase chegando ao Brasil) baterias de lítio-ferro, como as famosas baterias PowerWall da Tesla.

Outra dificuldade é em relação ao fato de que os inversores híbridos são mais caros do que os inversores grid-tied comuns, porque acumulam mais funções, como a carga das baterias e os controles necessários para operarem diretamente sem a referência da rede.


Pronto! Agora você já conhece como funcionam os sistemas fotovoltaicos On-Grid, que são a grande maioria dos sistemas instalados no Brasil. Ficou com alguma dúvida? Quer fazer uma sugestão? Aproveite então o espaço de comentários abaixo e deixe a sua opinião, ela é muito valiosa para nós.

Quais os Benefícios da Energia Solar?

Dentre os muitos benefícios da energia solar, os consumidores que optam por sistemas fotovoltaicos em seus telhados geralmente têm em mente somente aquele que é o principal para eles: a economia. Eles são lembrados disso todo mês quando pagam menos na conta de luz.

Mas a economia é só o começo dos benefícios da energia solar. Transicionar para esta energia limpa traz um conjunto de outros benefícios, de sustentáveis à econômicos, que podem beneficiar tanto o consumidor, como o resto da população.

Confira abaixo os benefícios que você pode obter, e espalhar, ao gerar energia solar:

Ajuda a Reduzir os Rastros de Carbono do Nosso País

Sabemos que o combate às mudanças climáticas são uma prioridade atual no mundo, visto os potencias desastres ambientais que elas podem trazer e, com isso, um risco à população do mundo inteiro.

Por esse motivo, esse combate não fica somente na mão dos dirigentes dos países, mas sim em cada um de nós, que devemos sempre escolher aqueles produtos e soluções que causam menos impactos ambientais.

De acordo com informações do site do Ministério de Minas e Energia (MME), as metas estabelecidas e comprometidas pelo Brasil no Acordo de Paris (COP21), requerem que o país reduza suas emissões de gases de efeito estufa em 43%, em relação aos níveis emitidos em 2005, até o ano de 2030.

E a energia solar é uma das principais armas do país para cumprir esse acordo, visto o enorme potencial da fonte em nosso território. Portanto, ao optar por gerar a sua energia através da luz do sol, você não estará apenas beneficiando você e sua família, mas também ao seu país e seus conterrâneos.

Segurança e Confiabilidade

Os cientistas preveem que o sol continuará a brilhar por outros 5 bilhões de anos. Até lá, os sistemas fotovoltaicos continuarão sendo uma fonte de energia tão confiável quanto o amanhecer.

Além disso, com a tecnologia de baterias caseiras se consolidando mais a cada ano, consumidores poderão em breve obter ainda mais segurança e confiabilidade com os seus sistemas, independente de quedas na rede elétrica.

Então você, como consumidor de energia, irá preferir continuar dependente de uma rede elétrica que sofre com as contínuas quedas em sua geração, devido aos baixos índices de chuva, ou optar por uma fonte de energia que chega todo dia de graça até você?

Contribui Para o Suprimento de Energia à População

Sabemos que a matriz energética do nosso país é, ainda, fortemente dependente da fonte hídrica para suprir a nossa demanda de consumo. Porém, com as contínuas quedas dos volumes pluviais e o aumento dos tempos de seca, as usinas hidrelétricas vêm enfrentando problemas para gerar a quantidade de energia esperada e, com isso, a conta de luz dos brasileiros vai ficando cada vez mais cara.

Isso pode ser facilmente resolvido através do uso da energia solar, fonte abundante no país, e já está sendo feito, com projetos de usinas solares ganhando espaço em todo o país. No entanto, outro dos benefícios da energia solar é que, com os consumidores gerando a sua própria energia através dos sistemas fotovoltaicos instalados em suas casas e empresas, com o excedente sendo, inclusive, injetado nas redes das distribuidoras, essas acabam sendo aliviadas e a oferta de energia na rede do país, no geral, é beneficiada.

Agrega Valor ao Seu Imóvel

Sabemos que a vida útil de um sistema fotovoltaico é acima de 25 anos. Por esse motivo, ao optar pela instalação de um sistema fotovoltaico em sua residência, o consumidor estará realizando um investimento que lhe trará tanto um retorno imediato na sua conta de luz, como um possível retorno futuro, caso ele queira ou necessite mudar de residência.

Este é mais um benefício da energia solar, isto porque os sistemas agregam um valor material ao imóvel que poderá ser somado ao seu valor total na hora da venda. Nos EUA, que apresenta um mercado de energia solar já mais desenvolvido, essa valorização dos imóveis com sistemas geradores instalados já é uma clara tendência, com os consumidores aceitando pagar até U$15 mil adicionais por residências com sistemas próprios, segundo um estudo realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia.

Ajuda na Criação de Empregos

A forte expansão do mercado de energia solar no Brasil, tanto nas instalações dentro do segmento de geração distribuída, como nos projetos de geração centralizada, tem demandado um número cada vez maior de profissionais capacitados para atuar nas diversas frente do negócio, seja na comercialização, projeto ou instalação.

Isso tem se mostrado uma saída para milhares de brasileiros que sofrem com a falta de empregos, especialmente em tempos de crises, os quais buscam no setor uma recolocação no mercado. Até 2020, estima-se que o setor solar irá gerar 100 mil novas vagas de empregos em todo o país, diretos e indiretos.

O Coloca Dentro da Tecnologia de Ponta

Uma pesquisa recente, encomendada pelo Greenpeace, mostrou que a grande maioria dos entrevistados tem interesse na instalação de um sistema fotovoltaico. Contudo, dentre os 70 milhões de consumidores de energia elétrica no país, somente cerca de 10 mil desses estão gerando a sua própria energia através de sistemas de energia solar.

Isso mostra que, apesar das muitas facilidades para aquisição dos sistemas existentes hoje, a fotovoltaica ainda faz parte daquele seleto grupo de consumidores que costumam adotar as tecnologias logo em seu início, conhecidos nos EUA como “early-adopters”.

Quando se trata de uma tecnologia com alto retorno financeiro e sustentável, poder dizer que sua casa ou empresa já é energeticamente autossustentável, é mais um dos benefícios da energia solar, especialmente em tempos onde a preocupação com as mudanças climáticas é tratada como obrigação de todos.


Podemos ver pelo texto acima que os benefícios da energia solar vão muito além da economia e que a fonte apresenta um poder de transformar o mundo em que vivemos, ajudando a solucionar muitos dos problemas que enfrentamos hoje.

Crise de Energia: Como se prevenir?

A RECENTE HISTORIA DA CRISE DE ENERGIA NO BRASIL

Falta de energia elétrica e crises energéticas estão cada vez mais fazendo parte da vida do brasileiro. A má administração do setor energético não é um problema novo mas sim um problema recorrente que assombra a vida das Residências, Comércios e Indústrias deixando donas de casa e empresários de “cabelo em pé”.

1° GRANDE CRISE DE ENERGIA NO BRASIL (O Apagão de 2001)

A crise de energia de 2001 (O Apagão de 2001) foi uma crise energética nacional, que afetou o fornecimento e distribuição de energia elétrica no país todo. Ocorreu entre 1 de julho de 2001 e 19 de fevereiro de 2002, sendo causada principalmente por falta de planejamento e investimentos no setor energético Brasileiro.

No início da crise foi anunciado que talvez se tornasse necessário fazer longos cortes forçados de energia elétrica em todo Brasil. Estes cortes forçados foram então apelidados de “apagões” pela imprensa.

"Apagão" é um termo que descreve interrupções ou falta de energia elétrica, frequentes, que atinjam uma grande área do território brasileiro deixando bairros ou até mesmo cidades inteiras sem energia elétrica.

Crise de Energia de 2001: CAUSAS

Choveu muito pouco no período, falta de planejamento por parte do Governo e ausência de investimentos em geração e transmissão de energia elétrica. Com a escassez de chuva, o nível de água dos reservatórios das hidroelétricas baixou e os brasileiros foram obrigados a racionar energia.

Após toda uma década defasada de investimentos na geração e distribuição de energia elétrica no Brasil, o governo foi obrigado a criar um esquema de racionamento de energia na virada de 2000 para 2001. Era necessário cortar 20% do consumo ou a matriz energética brasileira poderia ter colapsado.

Devido a esta primeira crise de energia em 2001 o Governo iniciou um imenso programa de investimentos em uma rede de usinas termoelétricas, movidas a gás, carvão e óleo combustível que não dependem do ciclo das águas. Essa rede de usinas, segundo o governo, daria flexibilidade para o sistema e serviria de back-up em épocas de secas, complementando a matriz energética nacional. Eles só esqueceram que esta é a forma mais cara de se gerar energia e não é nada sustentável!

“Foi nesta mesma época que a energia solar fotovoltaica começou a ser utilizada em grande escala no mundo todo. Ou seja, poderíamos ter evitado a crise de energia que estamos vivendo em 2015”

Crise de Energia de 2001: BLECAUTES (Apagões)

Desde a crise de energia de 2001, já foram contabilizados 13 apagões grandes no Brasil. Os principais foram em 10 de novembro de 2009, devido a um desligamento total da usina hidroelétrica de Itaipu Binacional, que deixou 18 estados brasileiros totalmente ou parcialmente sem energia. A região sudeste foi a mais afetada e os prejuízos ultrapassaram R$1Bilhão. Em 19 de Janeiro de 2015 ás 14h55, um blecaute atingiu parte de 10 estados (SP,RJ, ES, PR, SC, RS, GO,MG, MS, RO) e o DF, causando falta de energia elétrica a mais de 3 milhões de unidades consumidoras. As causas, segundo as concessionárias de energia, foi uma ordem do ONS para que as mesmas reduzissem a carga devido a um pico de energia que ultrapassou a capacidade de produção do país.

Crise de Energia de 2001: MULTAS

Na época, o limite de consumo mensal de energia elétrica de uma residência, sem multa, foi fixado em 320 kWh. Pelas regras do racionamento de energia na época, se aquele limite fosse ultrapassado, o consumidor deveria pagar 50% a mais sobre o excesso. Além disso, em agosto, a tarifa sofreu um reajuste de 16% desencadeando uma sequência de aumentos na conta de luz.

Crise de Energia de 2001: INFLAÇÃO DA CONTA DE LUZ

O gráfico abaixo dispensa comentários.  Embora ele seja de 2011, ele mostra muito bem o que acontece com a conta de luz após uma crise de energia elétrica. A conta de Luz subiu, em uma média nacional, aproximadamente 186% em 8 anos!

Inflação da conta de Luz
Dados fornecidos pela Aneel. Fonte: Abrace

A CRISE DE ENERGIA ATUAL (2015-2016)

Em 2014 – 2015 começamos a observar os mesmos indícios de uma crise energética se aproximando novamente: Os níveis dos reservatórios das hidrelétricas atingiram os níveis históricos mais baixos na história do país.

A inflação da conta de Luz em 2015

O investimento no setor elétrico nos últimos dez anos privilegiou usinas termoelétricas para criar uma base de segurança energética para o país, porém, isso tem um custo, um custo tão alto que em apenas 1 ano alguns lugares já atingiram aumentos de 100% em sua conta de luz. As termoelétrica utilizam combustíveis caros (como o gás) e em alguns casos poluentes (óleo combustível e carvão).

A crise de energia 2015 e as Bandeiras Tarifárias

Em 2015 para ajudar a reduzir o impacto no bolso das distribuidoras, que foram obrigadas a comprar a energia cara das termoelétricas pois a energia barata das hidrelétricas não esta mais disponível em abudancia, o governo implantou o sistema das bandeiras tarifárias. Esse sistema de bandeiras faz com que paguemos mais pela energia elétrica quando os níveis dos reservatórios estão baixos. Ou seja, o mal planejamento do setor elétrico brasileiro é mais uma vez repassado para nós. Será realmente que a quantidade absurda de impostos que pagamos não é o suficiente?

A única razão pela qual não estamos vivendo um “apagão” neste exato momento é devido ao fato da crise financeira. Isso mesmo, com esta crise financeira que atinge o nosso país os grandes consumidores de energia, como as montadoras de carro, reduzem drasticamente as suas operações e, portanto, o seu consumo de energia elétrica.

Esperamos que esta crise financeira seja passageira mas, quando ela se for, a crise energética irá atingir a população como nunca antes pois não temos de onde tirar energia elétrica suficiente para uma economia crescente.

O infográfico abaixo demonstra a situação que chegamos a atingir nos reservatórios de água no começo de 2015 e mostram o que estamos falando.
Infográfico: Nivel dos reservatórios das hidrelétricas é o mais baixo
Fonte Infográfico: Correio Brasiliense

A MELHOR SOLUÇÃO PARA A CRISE DE ENERGIA É A PREVENÇÃO

A crise de energia elétrica no Brasil, como podemos ver acima, é diretamente relacionada aos níveis dos reservatórios de água no País.
Com o crescente desmatamento da Amazônia e o aquecimento global, os padrões de chuva no Brasil foram alterados para sempre. Ou seja, A MELHOR SOLUÇÃO PARA A CRISE DE ENERGIA É A PREVENÇÃO  a única solução que nos resta a curto prazo (neste caso, curto prazo falamos em 10 anos ou mais) é diversificar as fontes de energia elétrica do país, administrar melhor as reservas de água e investir em tratamento de água despoluindo rios e reaproveitando a água consumida.
Não faz mais sentido investir tanto em hidrelétricas quando ainda mal começamos a investir na maior fonte de energia do universo: A Energia Solar. A imagem ao lado mostra o potencial da energia solar em comparação com o potencial das outras fontes:

Vários países já mostraram que investir em novas fontes de energia, planejamento e controlar o desperdício é a solução. Tem saída, mas precisamos agir rápido.

O Ministro Eduardo Braga falou à Jornalista Mirian Leitão que se os níveis dos reservatórios chegarem a 10% as turbinas não rodam, ou seja não produzem energia. Chegamos em, 17% em janeiro de 2015. Então, o governo está esperando mais oque?!

“ A MELHOR FORMA DE ECONOMIZARMOS ÁGUA E NOS PREVINIRMOS DE UMA CRISE ENERGÉTICA É INVESTINDO EM ENERGIA SOLAR, EM FORMA DE GERAÇÃO DE ENERGIA DISTRIBUÍDA”

COMO SE PREPARAR PARA A CRISE DE ENERGIA

A Crise de energia de 2015, embora não tenha apagado as luzes de nossas casas, já fez com que as contas de luz subissem em média mais de 50% no Brasil todo. A melhor forma de se proteger desses aumentos na conta de Luz e, ajudar o país a evitar um grande apagão, é investindo em um gerador de energia solar.

Dicas para economizar energia elétrica em uma casa:

Uma das formas mais simples de ajudar a evitar uma crise de energia é usando a energia de uma forma inteligente sem desperdícios. Veja abaixo como economizar energia elétrica em uma residência. São pequenas mudanças de hábito que fazem a diferença:

  1. Desligue os aparelhos da tomada quando não estiverem sendo usados;
  2. Escolha eletrodomésticos com o Selo Procel pois são os modelos que consomem menos energia;
  3. Para o aquecimento de água dê preferência aos aquecedores solares. Além da economia na conta de luz, você estará ajudando a preservar o meio ambiente;
  4. Só use o ar-condicionado quando alguém estiver no local, não deixe ele ligado para “já ir esfriando o quarto”;
  5. Mantenha janelas e portas fechadas quando o ar condicionado estiver funcionando;
  6. Evite acender lâmpadas durante o dia. Use melhor a luz do sol, abrindo bem janelas, cortinas e persianas;
  7. Apague as lâmpadas dos ambientes desocupados;
  8. Use lâmpadas LED. Elas duram muito mais e economizam muito em comparação com a tradicional;
  9. Desligue a TV se não estiver assistindo;
  10. Evite dormir com a televisão ligada;
  11. Não deixe o computador, monitor, impressora, caixa de som, estabilizador e outros acessórios do computador ligados sem necessidade;
  12. O chuveiro elétrico é o principal “vilão” na sua conta de luz junto com o ar-condicionado. Tome banhos curtos e economize água e energia elétrica;
  13. Não deixe a porta da geladeira aberta sem necessidade ou por tempo prolongado.

Dicas para economizar energia elétrica na sua empresa:

Como economizar energia elétrica em uma empresa é a pergunta que os empresários e gerentes operacionais mais se perguntam hoje em dia. Com o aumento da conta de luz o custo de operação das empresas subiu significativamente, impactando diretamente na margem de lucro. Abaixo alguma sugestões de como economizar energia elétrica em sua empresa.

  1. Faça a limpeza periódica dos filtros e da abertura de ar dos ar-condicionados e economize até 20% no consumo deles;
  2. Verifique se as tomadas estão aquecendo. Isso significa perda de energia;
  3. Troque a sua iluminação por sistema de LED. A economia é gigante e o payback é curtíssimo;
  4. Instale sensores de movimento em lugares de passagem para controlar a iluminação;
  5. Use cores claras na pintura de suas paredes e teto;
  6. Instale claraboias e use a luz do sol para iluminar a sua produção;
  7. Procure por telhas metálicas térmicas para a sua cobertura. Economize na climatização;
  8. Invista na circulação de Ar e evite o uso de ar-condicionado onde não é fundamental;
  9. Faça a manutenção de suas maquinas e procure por soluções mais eficientes no mercado;
  10. Contrate uma consultoria em eficiência energética e uso racional da água: Para otimizar os seus investimos, compensa muito contratar uma empresa especializada em eficiência energética pois ela vai estudar o seu caso e lhe dizer quais são as suas prioridades de investimento, de acordo com o retorno. Essas empresas são especializadas e poderão criar para você um plano de ação de acordo com as prioridades e o seu orçamento.

PRODUZA A SUA PRÓRPIA ENERGIA ELÉTRICA COM A LUZ DO SOL

Quando você fizer a sua “lição de casa” e reduzir os seus gastos daí é hora de investir na sua própria produção de energia para não ficar vulnerável aos aumentos da conta de luz que estão para vir na próxima década.

Existem algumas formas de se produzir a sua própria energia elétrica, mas a mais eficiente para residências e empresas, e que não depende de água ou combustíveis é a energia fotovoltaica

O mundo todo já investe na geração de energia fotovoltaica há mais de 2 décadas, aliás, nos últimos 10 anos foi a fonte de energia que mais recebeu investimento e cresceu. Só o governo brasileiro não sabe disso, aparentemente!

INSTALE ENERGIA SOLAR E SE LIVRE DOS AUMENTOS DA CONTA DE LUZ

O investimento inicial nos painéis de energia solar fotovoltaica é alto, porém o investimento compensa. Veja abaixo por que compensa investir em uma instalação de energia solar:

  1. A energia solar fotovoltaica valoriza o seu imóvel, sim ele vale mais pois produz a própria energia elétrica!
  2. Os sistemas de energia solar duram em média 25 anos e tem manutenção mínima ou quase nenhuma.
  3. A energia solar valoriza a sua marca. Mostra que a sua empresa tem comprometimento com o meio ambiente e com o país pois está procurando formas sustentáveis de produzir o seu produto.
  4. Trave o preço da conta de Luz. Se você produz parte da energia que consome com o seu próprio gerador de energia fotovoltaica isso quer dizer que você não precisa mais se preocupar com os aumentos da conta de luz. O sol é de graça e pelo visto vamos ter cada vez mais este recurso!